segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Três dias em Budapest - a chegada (parte 1)


Bom, pra começar minha participação no blog vou contar algumas coisas sobre nossa viagem à Budapest, capital da Hungria.
Eu e a Priscylla saímos de Florianópolis e depois pegamos o voo Rio-Paris da Air France, que sai às 16h20min e chega no outro dia de manhã. O voo de Floripa atrasou e quase perdemos o check-in.
No avião, um outro passageiro nos disse que se a pessoa se "candidata" ao overbooking ela ganha um crédito de 150 dólares e pode até ser encaixada em um voo do outro dia, ou seja, dá pra ficar uma noite no Rio sem stress.
Se for verdade, a ideia é boa. Se tem uma coisa que eu aprendi é que fazer duas conexões, com um voo internacional no meio, é pra matar. Assim, o ideal é ir até a cidade de onde sai o voo (Rio ou São Paulo), dormir lá e sair descansado, preparado para o sufoco. Ou então chegar na capital da Europa de onde se vai pegar a conexão e ficar uma noite lá. Com isso, dá pra se acostumar com o fuso horário e dormir uma noite em uma das grandes capitais (Roma, Londres, Madrid, etc).
Mas nos fomos direto. O entretenimento da Air France é bom. Dá bem pra ver uns filmes na viagem. A comida também não dá pra reclamar e a empresa não regula nos aperitivos durante o voo, que sempre estão disponíveis na "cozinha". Ruim mesmo é o espaço entre os bancos: é impossível dormir direito no avião.
Em Paris a conexão foi tranquila e o tempo suficiente para pegar o voo para Budapest. Saímos 9h50 min da capital francesa e pisamos na Hungria ao meio dia.
Como não estávamos a fim de ficar procurando o hotel e tentando entender as linhas de transporte de Budapest depois de várias horas de viagem, optamos por reservar um shuttle. Fizemos a reserva pela internet no site bookinbudapest e conforme o combinado lá estava o motorista esperando com um papel no qual dava pra entender que tentaram escrever o meu nome (acho que o português pra eles é como húngaro pra nós). Fomos tranquilamente de van e pagamos 19 euros para as duas pessoas. Foi um bom negócio, pois o aeroporto fica longe da cidade e o shuttle deixa na porta do hotel
Do aeroporto de Ferihegy vimos pouco. Mas não é grande. Pegamos a bagagem e rapidamente estávamos na parte externa.
Pouco mais de uma hora depois de chegar em Budapest, chegamos no hotel, que fica em Buda, a região da cidade localizada à margem direita do rio Danúbio. Ainda chegamos a tempo de não perder o horário do almoço, e como não conhecíamos a cidade ainda, optamos por almoçar no restaurante do hotel.
Estava fazendo um friozinho, mas era um dia bonito de sol. Mesmo assim, o cansaço da viagem e o fuso horário nos quebrou: dormimos algumas horas antes de sair no final de tarde para fazer o reconhecimento inicial da cidade.
Na foto, um registro do primeiro dia: na Vaci utca, rua onde transitam os turistas na capital húngara, uma loja de antiguidades esportivas guardava dois registros do futebol sul-americano - flâmulas do Peñarol e do Santos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cabo Polônio - UY

Considerado o lugar mais inóspito do Uruguay, Cabo Polônio permanece isolado do mundo, protegido pelo Oceano Atlântico e por imensas dunas. Não espere encontrar energia elétrica, água encanada, telefone e internet. Ir para Cabo Polônio é voltar no tempo, se desligar completamente do mundo consumista e capitalista.

Indo para Cabo Polônio

Entrada do Parque Nacional Cabo Polônio

O naufrágio do barco do Capitão Joseph Polloni, que era famoso pelo consumo excessivo de vinho em seu camarote (dizem que esse foi o motivo pelo naufragio), em 1753, acabou dando nome a Cabo Polônio. Durante o século XVIII foi refugio de piratas e contrabandistas franceses. Atualmente é habitada por cerca de 40 familias, sendo a pesca e o turismo a fonte de renda.

Cabo Polônio

O acesso a Cabo Polônio é realizado através de caminhões muito antigos adaptados para o transporte de passageiros. A travessia já é uma aventura por sí só, já que boa parte do trajeto, de aproximadamente 30min, é subindo e descendo dunas. O custo da travessia é de aproximadamente $150 (R$15,00) ida e volta por pessoa. O fato curioso foi encontrar duas freiras, sendo que uma estava com um violão nas costas, indo para Cabo Polônio.

Freiras indo fazer um luau em Cabo Polônio 
As freiras curtindo a travessia

As dunas de Cabo Polônio


Cabana rústica e ao fundo Cabo Polônio


Ao chegar no centro da vila é o mesmo que voltar no tempo, tudo é muito rústico e simples. Existem algumas trilhas guiadas, mas resolvemos nos aventurarmos sozinhos. Desde que chegamos era possível escutar alguns gritos distantes que não sabíamos a origem. Seguimos em direção ao farol pela beira da praia, onde acabamos observando três pequenas ilhas, La Rosa, La Encantada e el Islote, já era possível avistar vários lobos marinhos nas ilhas e identificar a origem dos gritos que havíamos escutado. Seguimos nossa caminhada, subimos por algumas pedras, quando nos deparamos com uma quantidade incalculável de lobos marinhos. Não imaginava que veria tantos e de tão perto, alguns pareciam fazer poses para fotos.

Chegando em Cabo Polônio

As ilhas, La Rosa, La Encantada e el Islote


Lobos Marinhos


Lobo Marinho
Maíra, eu e o Lobo Marinho


Depois de passar um longo tempo com os lobos, resolvemos ir até o farol. Chegando lá fomos recepcionados e informados que era possível ir até o topo do farol (não lembro o valor, mas é muito barato). São aproximadamente 140 degraus de muito sacrifício, mas ao final vale muito a pena. Do alto do farol é possível ter uma vista de 360º de Cabo Polônio. 


Farol de Cabo Polônio

Sempre que se fala de praia no Uruguay se lembra de Punta del Este, de todo seu glamour, status e ostentação. Mas se você quer se aventurar e ir até um lugar inóspito, onde ninguem vai te julgar pela roupa que você está usando e o importante é o contato com a natureza, praticamente selvagem, vá até Cabo Polônio.


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